O mundo está à procura de novos líderes.
A dificuldade de encontrá-los está
na dificuldade em desenvolvê-los. O desenvolvimento
de líderes começa na infância
e segue durante a adolescência e a idade adulta.
O que eu observo é que os pais querem filhos
líderes e educam filhos apáticos.
Por quê? Porque educar é evidenciar
as qualidades, é ressaltar o positivo é
realçar o que o outro tem de bom. Tudo isso
com o intuito de transformar sapos em príncipes.
Se educar fosse o contrário, ou seja, evidenciar
os defeitos, ressaltar o negativo e realçar
o que outro tem de ruim então os sapos, dificilmente,
virariam príncipes, a não ser por
indicação, ou por falta de opção.
O mundo procura líderes, porque as pessoas,
que habitam este planeta, estão empenhadas
em criar sapos. Os pais presenteados com o nascimento
de um filho que, ao nascer já demonstrava
leves e tímidos traços de um príncipe,
empenham-se em transformá-lo em sapo. Muitas
vezes, essas relações, entre quem
educa e a vítima são extremamente
inconscientes. Na grande maioria, os formadores
de lideres acreditam que agir, ressaltando o negativo,
é o melhor a se fazer.
Enquanto os lares mundiais criam lindos e rechonchudos
sapinhos, os adultos buscam, desesperadamente, príncipes
capazes de gerenciar e melhorar organizações.
Alguns são encontrados e, ao iniciarem o
trabalho extremamente motivado, em determinada empresa,
percebem que aos poucos são desvalorizados,
são vitimas do negativismo e da exaltação
dos defeitos. Então, aos poucos, o colaborador
começa a preparar sua retirada daquela organização,
fazendo então valer a seguinte estatística::
- 80% dos pedidos de demissão se devem ao
fato de as pessoas não se sentirem APRECIADAS,
Ou seja, sentem-se, sapos!
Todos nós, na nossa essência, precisamos
de incentivo e reconhecimento. Simples, não
é?
Pois bem, o que é feito, diariamente em todos
os cantos do planeta, é denegrir o outro,
poucos são os que adotam a rotina do reconhecimento.
Nesse processo doentio de abafar quem está
tentando se superar ao nosso lado, estamos contribuindo
para o desenvolvimento de pessoas cansadas que se
debatem, na esperança que alguém (pai,
mãe, supervisor, diretor, gerente, colega,
amigo...) aprecie o esforço e reconheça
o que há de positivo em nós.
Quando isso não acontece, ou seja, ninguém
foca o que demonstramos de positivo, então
nos apagamos e sufocamos o líder que há
em nós.
Por mais que o mundo empresarial necessite de líderes,
eles irão continuar faltando, até
que um dia, cada um faça a sua parte, qual
seja:
Reconhecer e EXPRESSAR o valor do outro!