| O
PODER DA SIMPLICIDADE
Neste exato momento, estou voando de Aracaju para
São Paulo e depois para Porto Alegre. Não
sei por que, mas me deu uma vontade muito grande de
escrever. Então, liguei meu computador e comecei.
Fiz isso porque acho que, nessas horas, devemos dar
atenção ao nosso inconsciente, deixar
que se manifeste e coloque para fora a sua vontade.
Fico imaginando o que fazem essas pessoas nesse avião.
Quais são suas profissões, quais os
seus pensamentos, suas angústias e incertezas,
o que as move?
Estamos todos aqui sem que nos conheçamos e,
talvez, nunca mais nos encontremos e, se nos reencontrarmos,
não nos lembraremos mais deste momento. Todos
temos nossa história, alguns chegarão
ao seu destino e haverá alguém para
esperá-los, outros talvez não. Seguirão
sozinhos para casa ou para o trabalho.
Como é interessante a vida e como é
engraçado ficar pensando sobre essas particularidades.
Por acaso você nunca pensou sobre isso? Nunca
sentiu curiosidade para saber? Nunca divagou em seus
pensamentos?
Estou voltando de um trabalho realizado, no qual senti
grande prazer ao conviver com pessoas muito simples,
porém com um coração enorme.
Por ser uma palestra para professores no interior
do Estado da Bahia, o local em que ficamos não
tinha grandes estruturas de hospedaria. O único
lugar que existe é a pousada do Sr Givaldão.
É Givaldão. Novamente, pude constatar
uma certeza sobre a qual vivo falando em meus eventos.
Muitas vezes é nos lugares mais inóspitos
que estão as grandes surpresas, é nesses
lugares, que encontramos pessoas muito simples, sem
nenhuma preparação, sem nenhuma cerimônia,
no entanto, com uma enorme vontade de atender e receber
bem, com um coração fantástico.
Constantemente, devido às viagens e eventos,
acabo freqüentando hotéis de luxo, mas
neles não tive o privilégio de achar
o que encontrei na pousada do seu Givaldão.
Como seria interessante para as pessoas que trabalham
nesses hotéis aprenderem um pouco com ele o
que é atendimento. Como é colocar o
coração à frente de qualquer
regra preestabelecida.
As pessoas estão muito automatizadas, todas
preocupadas em fazer o que tem que ser feito, sem
se importarem e pensarem se aquilo que estão
fazendo é realmente o melhor para todos. Quando
deixamos de lado nossa intuição, nossos
sentimentos, nossas emoções, para seguirmos
regras, passamos a agir como pessoas desprovidas de
qualquer sentimento, robotizamo-nos.
Voltando ao senhor da pousada, ele só sabia
de uma coisa, tinha que ser gentil e buscou dentro
do seu conhecimento, da sua simplicidade, dos seus
valores, tudo o que precisava para atender a essa
expectativa, sem seguir nenhuma cartilha sobre bom
atendimento, ou seja, seguiu o seu coração,
fez o simples, o básico e o fez com amor.
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