| A
felicidade
Se foi o tempo em que a família sentava-se
na varanda para apreciar o por do sol ou cantarolar
canções, dedilhando um violão.
Se foi o tempo em que as horas de trabalho pareciam
não ter mais fim, pois as tarefas exigidas
a tempo já se encontravam encaminhadas.
Se foi o tempo de longas conversas no final de semana
com vizinhos, parentes, amigos.
Se foi o tempo onde invernos aqueciam o coração
das pessoas deixando as repousar em algum parque,
refletindo sobre as belezas do lugar.
Se foi o tempo onde a noite acolhia quem sentia-se
só, em torno de uma deliciosa e longa conversa...
Enfim, se foi o tempo para o outro.
Por isso chegou o tempo onde a depressão está
extremamente acentuada e ainda, atinge as pessoas
cada vez mais cedo.
Hoje a depressão é dez vezes mais frequente
do que era na década de 60. Ela também
ataca cada vez mais cedo.Todas as idades são
presas fáceis. Em todas as idades existe a
solidão que nasce da falta de tempo em que
as pessoas se encontram.
Pais sem tempo para os filhos.
Professores sem tempo para os pais.
Diretores de organizações, sem tempo
para os funcionários.
Familiares que se obrigam a entender a falta de tempo
uns dos outros.
Vizinhos que se escondem para não serem solicitados.
Por toda essa ausencia de calor humano a felicidade
está cada vez mais distante das pessoas. Criaram-se
ao longo dos últimos anos, atalhos que prometem
a felicidade imediata: drogas, consumismo, culto a
futilidades, mergulho no trabalho,sexo casual, entre
outros. Esses atalhos dão resultados instantaneos
e logo após, a depressão. Dedus-se que
é por isso que famílias, escolas, organizações
e empresas deveriam reconhecer cada vez mais que as
necessidades humanas vão muito além
de atalhos. Está na hora de voltarmos a implementar
as estratégias simples das pessoas da década
de 60. Elas deram certo,pois na simplicidade daqueles
tempos o que mais havia era tempo e com ele o contato
com o outro. Isso trazia a sensação
de amparo e bem querer e o resultado: Pessoas mais
felizes! |